15 de março de 2015

Boataria aumenta na véspera de protestos contra Dilma

Um dos cartazes divulgados nas redes sociais (Foto: Divulgação)
Manifestações contrárias ao governo Dilma Rousseff (PT) marcadas para este domingo provocaram onda de boatarias e desinformação nas redes sociais. Segundo levantamento da Scup, empresa que monitora as redes sociais, nos últimos dias, aumentaram as menções no Twitter, WhatsApp e Facebook a “exército”, “infiltrados”, “confisco de dinheiro” e “poupança” e “Venezuela”. 

“Lula promete atacar com exército quem for às ruas dia 15 de março pelo impeachment a Dilma” e “pessoal orem pelo Brasil, pois há especulações de que podemos entrar numa gerra civil por causa do impeachment da Dilma, dizem que o PT conta com a ajuda do exército do MST, o presidente da Venezuela já falou que está junto com Dilma, até falam que alguns dos médicos Cubanos na verdade são agentes pra defender o PT” são exemplos de mensagens identificadas pela Scup.

A autora de um áudio compartilhado no serviço de mensagens instantâneas Whatsapp diz que foram encontradas 20 mil armas de guerrilha na Amazônia. Segundo a voz, com sotaque gaúcho, o tio de uma amiga seria do exército e teria aconselhado que as pessoas estocassem mantimentos.

Há ainda alertas para a suposta presença dos chamados “infiltrados”, na manifestação deste domingo. “Leve um apito, se achar um comunista infiltrado, apite” e “Não esqueça de levar sua Carteira de Trabalho no #VemPraRua15deMarco e aponte direto para o petista infiltrado. Ele sairá correndo.”

“É preciso acompanhar as redes sociais para identificar assuntos com potencial de viralização, como é o caso dos boatos”, diz Fabio Santos, gerente de marketing do Scup. “Quando o momento é crítico, a chance de boatos pipocarem e se tornarem algo real é multiplicada, ainda mais quando compartilhado em redes com alto potencial de engajamento e por usuários com perfis influentes”.

Segundo a empresa, é muito difícil monitorar os compartilhamentos no aplicativo para celulares WhatsApp, porque se trata de rede privada, e e-mails, por causa das leis de privacidade. Por isso, o estudo se concentra no Facebook e Twitter.

Com informações O Povo Online