15 de maio de 2010

Dia Internacional da Família

No dia 15 de maio, comemora-se o Dia Internacional das Famílias ou, simplesmente, o Dia Internacional da Família. Esse dia foi definido em 20 de setembro de 1993, em deliberação da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Desde então, no dia 15 de maio, sempre há, em várias partes do mundo, conferências e celebrações para discutir e traçar projetos para o futuro da instituição familiar.

Para especialistas a família, do ponto de vista histórico e também sociológico, é o núcleo elementar da sociedade, isto é, uma instituição basilar. A família funciona como o primeiro grupo de relações no qual os indivíduos interagem entre si. Foi a partir do núcleo familiar que a sociedade como um todo ganhou corpo ao longo da história humana. Contudo, a decisão da ONU, enquanto organização internacional, de escolher um dia para homenagear a família está relacionada com os problemas e transformações que essa “célula social” vem apresentando desde o século XX.

Depois das duas guerras mundiais, que levaram à morte dezenas de milhões de pessoas, entre soldados jovens e população civil, e das várias guerras civis regionais que se seguiram durante a Guerra Fria (e ainda continuam em diversos pontos do globo), houve transformações radicais no tecido social. Em vários países da Europa, por exemplo, a população “envelheceu”, isto é, não houve um equilíbrio entre a quantidade de cidadãos idosos e a quantidade de pessoas jovens em plenas condições de trabalho. Já em outras regiões, ocorreu o inverso.

Além disso, o processo acelerado de globalização, as novas modalidades de trabalho e os novos hábitos, como a opção por moradia em pequenos apartamentos, o uso intensivo de tecnologia, entre outros fatores, contribuíram para que as gerações (avós, pais e filhos) ficassem cada vez mais separadas umas das outras. Esse é um fenômeno que interessa e preocupa os chefes de Estado de várias partes do mundo.

Soma-se a essas questões a ocorrência de crianças abandonadas, gravidez precoce, alcoolismo, dependência química e violência doméstica (contra mulheres e crianças), fatos que estão direta ou indiretamente relacionados com os problemas mais elementares que nascem no interior do núcleo familiar.



Geralmente, em todo ano, o Secretário-Geral da ONU emite um comunicado ou faz um pronunciamento a respeito desses problemas e das possíveis medidas que podem ser tomadas com relação a eles.

Clique no título abaixo e leia o comunicado do Secretário-geral Ban Ki-Moon para este ano

https://unicrio.org.br/dia-internacional-das-familias-%E2%80%93-15-de-maio-de-2010/

 

13 de maio de 2010

Os Orixás afro-brasileiros

Oxalá e Iemanjá são os Orixás mais cultuados coletivamente no Brasil - foto: Divulgação/Wikipédia

As religiões afro-brasileiras são aquelas originadas na cultura de diversos povos africanos trazidos ao Brasil entre os séculos XVI a XIX. Tendo um importante papel na preservação das tradições culturais dos diferentes grupos étnicos negros (afro-brasileiros), há também, atualmente, um grande número de brancos e outros grupos étnicos que aderem a tais religiões, em especial o candomblé e a umbanda.

Várias religiões afro-brasileiras possuem, em maior ou menor grau, influências de religiões vindas da Europa (Catolicismo, Kardecismo) ou dos povos ameríndios (religiões indígenas). Além disso, elas recebem diversas denominações regionais.

Em quatro séculos de tráfico negreiro, cerca de 3,5 milhões de africanos aportaram no Brasil na condição de escravos, o equivalente a 37% do total da população do continente americano. Eles eram de diversas etnias: iorubás, fons, maís, hauçás, eués, axântis, congos, quimbundos, umbundos, macuas, lundas e diversos outros povos, cada qual com sua própria religião e cosmogonia.

As religiões afro-brasileiras formaram-se em diferentes regiões e estados do Brasil e em diferentes momentos da história. Por isso, elas adotam não só diferentes formas rituais e diferentes versões mitológicas derivadas de tradições africanas diversificadas, como também adotam nome próprio diferente.

Além disso, as religiões tradicionais africanas, bem como o islamismo dos chamados malês (como os maís e hauçás) entraram em contato e absorveram maiores ou menores quantidades de elementos de religiões indígenas, do Catolicismo e, mais recentemente, da Doutrina Espírita.

Entretanto, podem ser estabelecidas duas linhas principais de religiões africanas que tiveram maior influência no Brasil:

As religiões dos negros bantos: vindos do sul e oeste da África (Angola, República Democrática do Congo, Moçambique), que originaram diferentes cerimônias celebradas especialmente no Rio de Janeiro (como o candomblé bantu, e a umbanda). São também elementos folclóricos bantos, por exemplo, as festas de bumba-meu-boi, lutas de capoeira, jogos de dança, e o samba;

As religiões dos negros iorubás e jejes: originados do leste africano (em especial a Nigéria), cuja influência é predominante no Nordeste brasileiro, com os candomblés baianos (como o candomblé Queto e o candomblé jeje).

O Candomblé, crê-se na sobrevivência da alma após a morte física (os Eguns), e na existência de espíritos ancestrais que, caso divinizados (os Orixás, cultuados coletivamente), não materializam; caso não divinizados (os egunguns), materializam em vestes próprias para estarem em contacto com os seus descendentes (os vivos), cantando, falando, dando conselhos e auxiliando espiritualmente a sua comunidade. Observa-se que o conceito de "materialização" no Candomblé, é diferente do de "incorporação" na Umbanda ou na Doutrina Espírita.

Em princípio os Orixás só se apresentam nas festas e obrigações para dançar e serem homenageados. Não dão consulta ao público assistente, mas podem eventualmente falar com membros da família ou da casa para deixar algum recado para o filho. O normal é os Orixás se expressarem através do jogo de Ifá, (oráculo) e merindilogum.

Dependendo da nação ou linha de candomblé, os candomblés tradicionais não fazem a princípio contato com espíritos através da incorporação para consultas, é possível mas não é aceito.

Já o candomblé de caboclo tem uma ligação muito forte com caboclos e exus que incorporam para dar consultas, os caboclos são diferentes da Umbanda.

E existem os candomblés cujos pais de santo eram da Umbanda e passaram para o candomblé que cultuam paralelamente os Orixás e os guias de umbanda.

No candomblé, todo e qualquer espírito deve ser afastado principalmente na hora da iniciação, para não correr o risco de um deles incorporar na pessoa e se passar por orixá, o iaô recolhido é monitorado dia e noite, recorrendo-se ao Ifá ou jogo de búzios para detectar a sua presença. A cerimónia só ocorre quando este confirma a ausência de eguns no ambiente de recolhimento.

Afastam todo e qualquer espírito (egum), ou almas penadas, forças negativas, influências negativas trazidas por pessoas de fora da comunidade. Acredita-se que pessoas trazem consigo boas e más influências, bons e maus acompanhantes (espíritos), através do jogo de Ifá poderá se determinar se essas influências são de nascimento Odu, de destino ou adquiridas de alguma forma.

Os espíritos são cultuados, nas casas de candomblé, em uma casa em separado, sendo homenageados diariamente uma vez que, como Exu, são considerados protetores da comunidade.

Existem orixás que já viveram na terra, como Xangô, Oiá, Ogum, Oxóssi. Viveram e morreram. Os que teriam feito parte da criação do mundo teriam se retirado para o Orum, caso de Obatalá e outros chamados Orixá funfum (branco).

Existem as árvores sagradas, que são as mesmas das religiões tradicionais africanas, onde os orixás são cultuados pela comunidade, como é o caso de Irocô, Apaocá, Acocô, e também os orixás individuais de cada pessoa, que são parte do Orixá em si e a ligação da pessoa iniciada com o orixá divinizado.

Ou sejaː numa pessoa que é de Xangô, seu orixá individual seria uma parte daquele Xangô divinizado com todas as suas características ou, como chamam, arquétipo.

Existe muita discussão sobre o assunto: uns dizem que o orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado; outros dizem ser uma incorporação, mas isso é rejeitado por muitos membros do candomblé, que justificam que nem o culto aos egunguns é de incorporação e sim de materialização. Espíritos (Eguns) são despachados (afastados) antes de toda cerimônia ou iniciação do candomblé.

Uma característica muito presente nas religiões afro-brasileiras é o sincretismo religioso. No caso da escravidão africana nas Américas, "as antigas significações" se referem à bagagem cultural do povos africanos traficados, que tiveram de se adaptar às "situações novas", ou seja, a negação de suas culturas em terras americanas e a imposição do catolicismo ou do protestantismo, dependendo da região.

Essas, entre outras hipóteses, explicam como foi possível no Brasil a existência, por exemplo, do culto a Ogum (orixá guerreiro dos iorubás) "disfarçado" de reverência ao guerreiro católico São Jorge da Capadócia. Ou ainda, a correlação entre os santos gêmeos São Cosme e São Damião e os os ibêjis, orixás gêmeos dos iorubás.

O sincretismo dos orixás com os santos católicos pode variar entre Umbanda e Candomblé, bem como de região para região ou de templo para templo.

Oxalá: Deus Pai - Jesus Cristo (em especial, Senhor do Bonfim)

Iemanjá: Nossa Senhora das Candeias

Xangô: Moisés, Santo Antônio, São João Batista, São José e São Pedro

Ogum: São Jorge

Oxóssi: São Sebastião

Oxum: Nossa Senhora Aparecida

Iansã: Santa Joana D'Arc

Nanã: Sant'Ana

Obaluaiê/Omulu: São Lázaro

Exu: São Miguel Arcanjo

Oxumarê:   São Bartolomeu

Ibejis: São Cosme e Damião

Oçânhim: São Benedito

Euá: Nossa Senhora das Neves

 

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

Projetos podem dividir o Brasil em até 40 Estados


A aprovação, pela Câmara, do pedido de urgência para votar projetos que convocam dois plebiscitos para que os habitantes do Pará decidam se querem ou não a divisão de seu território em três estados pode dar novo fôlego a uma série de propostas semelhantes que tramitam na Casa. Elas têm o potencial de elevar para 40 o número de estados e territórios brasileiros, atualmente em 26 mais o Distrito Federal, e já mobilizam parlamentares favoráveis e contrários à ideia de recortar ainda mais o território brasileiro.

Os projetos que criam os estados de Carajás (PDC 2300/09) e Tapajós (PDC 731/00) foram apresentados pelos senadores Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), respectivamente, e já foram aprovados no Senado. No último dia 14 de abril, eles tiveram a urgência aprovada pelo Plenário da Câmara.

No dia seguinte, o deputado Carlos Brandão (PSDB-MA) cobrou, em discurso no Plenário, a aprovação do PDC 947/01, do ex-deputado Sebastião Madeira (PSDB-MA), que cria o estado do Maranhão do Sul. “Nós já conversamos com os líderes e vamos reforçar a pressão, porque agora abriu-se uma brecha, um espaço para colocar os requerimentos de urgência para os plebiscitos sobre a criação dos estados de Tapajós e de Carajás”, declarou Brandão. “O estado do Maranhão do Sul possui potencial econômico e estrutura sociopolítica para se desenvolver”, disse.

No movimento contrário, de oposição à criação dos estados, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) promete reativar a Frente Parlamentar de Fortalecimento dos Estados e Municípios e Contra a Criação de Novos Estados, da qual foi presidente, para tentar conter o que chama de “onda separatista” motivada por supostos “interesses econômicos e políticos” das lideranças locais.”

Da Agência Câmara.

12 de maio de 2010

Vereador Flávio diz que ainda sonha com Transamazônica cruzando Altaneira

Em 12 de maio de 2009 a Câmara Municipal de Altaneira aprovou, por unanimidade, requerimento do vereador Flávio Correia do PCdoB, solicitando encaminhamento de Ofício a Ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef, pleiteando a realização de estudos para viabilizar inclusão da construção da BR 230 no trecho Farias Brito - Altaneira - Assaré nas obras do PAC.

No requerimento Flávio justifica que a construção dessa estrada é um sonho antigo de grande parte da população altaneirense.

11 de maio de 2010

Prefeitos do Cariri apoiam reeleição de Cid Gomes

Fotos: Divulgcand/2008/TSE – montagem Raimundo Soares Filho

Em levantamento publicado pelo Jornal o Regional constatou-se que todos os Prefeitos da Região do Cariri declararam apoio à reeleição do Governador Cid Gomes do PSB.
Permanecendo esse quadro a disputa política será apenas em relação ao Senado e aos deputados, uma vez que tradicionalmente os Prefeitos liberam o voto para Presidente.
A maioria dos Prefeitos declarou apoio à candidatura de Eunicio Oliveira e apenas 10 alcaides apontaram dois candidatos ao Senado, destes seis votarão em Tasso Jereissati como segunda opção e quatro apoiam José Pimentel.

Dois fatos chamam a atenção no levantamento:
1) o Prefeito Isaac Junior do PT não declarou apoio à candidatura de Pimentel;
2) Dr. Germano Correia e Samuel Araripe ambos do PSDB foram os únicos Prefeitos a declarar apoio a Tasso como única opção de voto.

Outro destaque do levantamento do Jornal o Regional é o elevado numero de candidatos a Deputado Federal, destaca-se neste cenário o Dep. Manoel Salviano que recebeu apoio de seis Prefeitos (Altaneira, Assaré, Campos Sales, Farias Brito, Jati e Nova Olinda), o Dep. Guimarães com quatro Prefeitos (Barbalha, Juazeiro, Mauriti e Umari) e o Dep. Arnon Bezerra com apoio de três prefeitos, (Crato, Penaforte e Porteiras). O Ex-Prefeito de Parambu Genecias Noronha também conta com o apoio de três Prefeitos na região: Araripe, Milagres e Santana do Cariri.

O quadro não é diferente em relação aos que pleiteiam uma vaga na Assembléia Legislativa, apenas Perboyre Diógenes e Wellington Landim recebem apoio de mais de três prefeitos do Cariri.

Vejamos o Quadro:

ABAIARA:
Prefeito: Chico Sampaio – PSDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: indefinida; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Indefinido
Dep. Estadual: Indefinido

ALTANEIRA:
Prefeito: Antonio Dorival – PSDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: Tasso Jereissati - PSDB
Dep. Federal: Manoel Salviano - PSDB
Dep. Estadual: Perboyre Diógenes - PSL

ANTONINA DO NORTE:
Prefeito: Edison Afonso – PSB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: indefinida; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Indefinido
Dep. Estadual: Sineval Roque – PSB

ARARIPE:
Prefeito: Germano Correia – PSDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Tasso Jereissati - PMDB; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Genecias Noronha - PMDB
Dep. Estadual: Osmar Baquit – PSDB

ASSARÉ:
Prefeito: Evanderto Almeida – PSDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: Tasso Jereissati - PSDB
Dep. Federal: Manoel Salviano - PSDB
Dep. Estadual: Perboyre Diógenes - PSL

AURORA:
Prefeito: Adailton Macedo – PSDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: Tasso Jereissati - PSDB
Dep. Federal: Raimundo Macedo - PMDB
Dep. Estadual: Lívia Arruda – PMDB

BAIXIO:
Prefeito: Gloria Isabel – PMDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Indefinida
Dep. Federal: Raimundo Macedo – PMDB e Arnon Bezerra - PTB
Dep. Estadual: Sineval Roque – PSB e Neto Nunes - PMDB

BARBALHA:
Prefeito: Zé Leite – PT
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: José Pimentel - PT
Dep. Federal: José Guimarães - PT
Dep. Estadual: Camilo Santana – PT

BARRO:
Prefeito: Marquinélio Tavares – DEM
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: Tasso Jereissati - PSDB
Dep. Federal: Raimundo Macedo - PMDB
Dep. Estadual: Perboyre Diógenes – PSL

BREJO SANTO:
Prefeito: Guilherme Landim – PSB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Paulo Henrique Lustosa - PMDB
Dep. Estadual: Welington Landim – PSB

CRATO:
Prefeito: Samuel Araripe – PSDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Tasso Jereissati - PSDB; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Arnon Bezerra - PTB
Dep. Estadual: Ely Aguiar – PSDC

CAMPOS SALES:
Prefeito: Paulo Ney – PSDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: Tasso Jereissati - PSDB
Dep. Federal: Manoel Salviano - PSDB
Dep. Estadual: Moeisio Loiola - PSDB

CARIRIAÇU:
Prefeito: Edmilson Leite – PSB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Manoel Salviano - PSDB e Mauro Benevides - PMDB
Dep. Estadual: Wasques Landim – PSB e Ana Paula Cruz – PRB

FARIAS BRITO:
Prefeito: Vandevelder Francelino – PSDC
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Manoel Salviano - PSDB
Dep. Estadual: Perboyre Diógenes - PSL

GRANJEIRO:
Prefeito: Emanuel Granjeiro – PSB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: José Gerardo Arruda - PMDB
Dep. Estadual: Chiquinho Feitosa – DEM

IPAUMIRIM:
Prefeito: José Geraldo – PMDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Raimundo Macedo - PMDB
Dep. Estadual: Daniel Oliveira – PMDB

JARDIM:
Prefeito: Fernando da Luz – PMDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: indefinida
Dep. Estadual: indefinida

JATI:
Prefeito: Arlindo Rocha – PP
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: indefinida; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Manoel Salviano - PSDB
Dep. Estadual: Marcos Carls - PSDB

JUAZEIRO DO NORTE:
Prefeito: Manoel Santana – PT
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: José Pimentel - PT
Dep. Federal: José Guimarães - PT
Dep. Estadual: Camilo Santana – PT

LAVRAS DA MANGABEIRA:
Prefeita: Dena Oliveira– PMDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: indefinida
Dep. Estadual: Daniel Oliveira – PMDB

MAURITI:
Prefeito: Isaac Junior – PT
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: José Guimarães - PT
Dep. Estadual: indefinido

MISSÃO VELHA:
Prefeito: Washington Fechine – PSB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: indefinida
Dep. Estadual: Welington Landim – PSB

MILAGRES:
Prefeito: Hellosman Sampaio – PMDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Genecias Noronha - PMDB
Dep. Estadual: Daniel Oliveira – PMDB

NOVA OLINDA:
Prefeito: Afonso Sampaio – PSDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: Tasso Jereissati - PSDB
Dep. Federal: Manoel Salviano - PSDB
Dep. Estadual: Perboyre Diógenes - PSL

PENAFORTE:
Prefeito: Luis Celestina – PSB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Arnon Bezerra - PTB
Dep. Estadual: Welington Landim – PSB

POTENGI:
Prefeito: Samuel Alves – PCdoB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: indefinida; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Manoel Salviano - PSDB
Dep. Estadual: Marcos Carls - PSDB

PORTEIRAS:
Prefeito: Manoel Novais – PSB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Arnon Bezerra - PTB
Dep. Estadual: Welington Landim – PSB

SALITRE:
Prefeito: Agenor Ribeiro – PT
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: José Pimentel - PT
Dep. Federal: José Airton - PT
Dep. Estadual: Perboyre Diógenes – PSL e Ely Aguiar – PSDC

SANTANA DO CARIRI:
Prefeito: Jesus Garcia – PSDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Genecias Noronha - PMDB
Dep. Estadual: Marcos Carls – PSDB e Sineval Roque - PSB

TARRAFAS:
Prefeito: Teca Lopes – PSDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: indefinida; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: indefinida
Dep. Estadual: Sineval Roque - PSB

UMARI:
Prefeito: Alexandre Barros – PT
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: José Pimentel - PT
Dep. Federal: José Guimarães - PT
Dep. Estadual: José Sarto - PSB

VARZEA ALEGRE:
Prefeito: José Helder – PMDB
Governador: Cid Gomes – PSB
Senadores: 1ª. Vaga: Eunicio Oliveira - PMDB; 2ª. Vaga: indefinida
Dep. Federal: Domingos Neto - PSB
Dep. Estadual: José Sarto - PSB

10 de maio de 2010

Nós fizemos e sabemos como continuar a fazer

Em entrevista exclusiva a Revista Isto É, a candidata à Presidência Dilma Rousseff fala sobre o que considera a diferença básica entre a sua proposta de governo e a da oposição.

Dilma não refugou assuntos. Falou sobre questões pessoais e afetivas com a mesma naturalidade com que abordou temas da política e da economia. Emocionou-se quando relembrou seus dias de luta contra o câncer.

Dilma Rousseff parece à vontade na condição de candidata. Já suavizou a postura de gerente técnica que ostentava como ministra do governo Lula. Mesmo que jamais tenha buscado votos em sua vida pública, faz promessas de candidata e demonstra apetite para contrapor-se ao candidato da oposição, José Serra. Diz que a missão de seu governo é erradicar a pobreza, mas não estabelece prazos. Anuncia ainda mudanças na condução do Banco Central e a intenção de criar um fundo federal para compensar perdas regionais na reforma tributária que se compromete a implementar.

A seguir, os principais trechos de sua entrevista:

ISTOÉ – Por que a sra. acha que o presidente Lula a escolheu para sucedê-lo e quando exatamente se deu isso?
Dilma Rousseff – O presidente Lula me escolheu quatro vezes. A primeira foi na transição do governo de Fernando Henrique para o governo Lula, em 2002. O presidente me chamou para fazer a coordenação da área de infraestrutura porque me conhecia das reuniões do Instituto de Cidadania. Depois ele me escolheu para ser ministra de Minas e Energia. E, em 2005, para ser ministra da Casa Civil. Por último, me escolheu para ser pré-candidata para levar à frente o projeto de governo. Acho que me escolheu porque acompanhei com ele a construção de todos os grandes projetos. O presidente sabe que nós conseguimos, juntos, fazer estes projetos.

ISTOÉ – Ser presidente era uma ambição pessoal da sra.?
Dilma – É um momento alto da minha vida, talvez o maior. Tem gente que passou uma vida inteira querendo ser presidente da República. Eu era mais modesta. Fui para a atividade pública porque queria servir. Pode parecer uma coisa falsa, mas acho que se pode servir à população brasileira no setor público. Sempre acreditei que o Brasil podia mudar, mas isto era uma questão longínqua. Quando o Lula me chamou para a chefia da Casa Civil, ele pretendia que o governo entrasse na trilha do crescimento e da distribuição de renda para que o Brasil desse um salto, e vi nisso uma grande oportunidade.

ISTOÉ – A sra. se considera preparada para o cargo?
Dilma – Tenho clareza, hoje, de que conheço bem o Brasil e os escaninhos do governo federal. Então, sem falsa modéstia, me acho extremamente capacitada para o exercício desse cargo. E acredito que o fato de não ser uma política tradicional pode incutir um pouco de novidade na gestão da coisa pública. Uma novidade bem-vinda. Na minha opinião, critérios técnicos se combinam com políticos. Escolher onde aplicar é sempre um ato político. Por exemplo, eu acho que a grande missão nossa é erradicar a pobreza e que é possível erradicá-la nos próximos anos. Isto é um ato político. Outra pessoa pode escolher outra coisa.

ISTOÉ – No horizonte de um governo, é possível erradicar a pobreza?
Dilma – Tem um estudo do Ipea mostrando que até 2016 é possível erradicar a pobreza extrema, a miséria. Mas o empresário Jorge Gerdau costuma dizer que “meta que se cumpre é meta errada”. Metas não são feitas para cumprir, mas para estabelecer um objetivo, criar uma força. Assim, acredito que o prazo de 2016 é viável, mantido o padrão do governo Lula. Nossa meta pode ser ainda mais ousada. Só não vou dizer qual porque, se passar dois dias sem cumpri-la, vão dizer: “Não cumpriu a meta”, como fazem com o PAC. Atrasar uma obra de engenharia em seis meses é a catástrofe no Brasil.

ISTOÉ – O presidente Lula também trabalhou com metas quando foi candidato. Ele falava em dez milhões de empregos...
Dilma – Acho que a gente fecha em 14 milhões. Falei com a área econômica de dois bancos e ambos consideram que o crescimento do PIB será de 6,4%, podendo chegar a 7%, o que dá condições para se chegar a estes 14 milhões de empregos. Os dados da produção industrial que fechamos em março apontam um crescimento muito robusto e sustentável porque são os bens de capital que estão puxando esse desempenho.

ISTOÉ – O Banco Central está preocupado com este crescimento...
Dilma – Não, o Banco Central está preocupado com outra coisa. Ele não pode estar preocupado com a expansão dos bens de capital porque isso é virtuoso.

ISTOÉ – Parece que há uma visão dissonante entre o Banco Central e a Fazenda sobre o desempenho da economia. Como a sra. vê essa questão?
Dilma – Os dois trabalham em registros diferentes. O BC faz uma análise necessariamente de curto prazo, porque ele trabalha com questões inflacionárias conjunturais, mais imediatas. Ele olha a pressão na hora que ela acontece. Já a Fazenda tem uma visão de mais médio e longo prazo. É outro registro. A Fazenda tem consciência de que o Brasil está em uma trajetória de estabilidade e de sustentabilidade. Agora, isso não é incompatível com o fato de você ter pressões inflacionárias imediatas. Acho que foi importante o aumento dos juros na última reunião do Copom.

ISTOÉ – Isso não dá munição para os seus adversários?
Dilma – Nós já tivemos duas experiências muito ruins de, durante a eleição, fingir que é uma coisa e, depois, virar outra. Uma na virada do primeiro para o segundo mandato do Fernando Henrique Cardoso e outra no Plano Cruzado. Hoje somos perfeitamente capazes de elevar a taxa de juros e assumirmos as consequências, sem que isso signifique uma perda. Temos integral compromisso com a estabilidade.

ISTOÉ – A sra. concorda com a política de juros do BC?
Dilma – Concordo. Acho que, da ótica do BC, ele fez o que precisava fazer. Nos Estados Unidos, onde há um histórico maior de estabilidade, o Federal Reserve tem dois olhos: um que olha a inflação e outro o emprego.

ISTOÉ – O nosso só olha a inflação.
Dilma – No meu governo acho que, mais para o final, teremos condições de olhar as duas coisas: inflação e emprego.

ISTOÉ – Teremos um BC diferente?
Dilma – Teremos uma política e uma realidade diferentes. Porque, para o BC fazer isto, é preciso uma redução da dívida líquida em relação ao PIB. O Brasil converge para condições monetárias de estabilidade que permitirão a combinação de outras variáveis. Criamos robustez econômica suficiente para fazer isso.

ISTOÉ – A sra. vai enfrentar um candidato que também se apresenta como um pós-Lula. O que a diferencia dele?
Dilma – Só se acredita em propostas para o futuro de quem cumpriu suas propostas no presente. O que nos distingue é que nós fizemos, nós sabemos o que fazer e como fazer. Mais do que isso, os projetos dos quais eu participei – 24 horas por dia nos últimos cinco anos – são prova cabal de que somos diferentes.

ISTOÉ – A sra. não acha importante o fato de o PT ter assumido o governo com um quadro de estabilidade da moeda?
Dilma – Eu não queria fazer isso, mas, se vocês insistem, vamos lá: recordar é viver. Nós assumimos o governo com fragilidades em todas as áreas. Taxas de inflação acima de dois dígitos, déficit fiscal significativo e, sobretudo, uma fragilidade externa monstruosa. Tínhamos um empréstimo com o FMI de US$ 14 bilhões. A margem de manobra nessa situação é zero. Você se coloca de joelhos junto aos credores internacionais. Quem fala com você é o sub do sub do sub. Isso não foi momentâneo. Foi uma década de estagnação, de desemprego e desigualdade. Nós tivemos, claro, coisas boas. Uma delas é a Lei de Responsabilidade Fiscal.

ISTOÉ – Mas já cogitam mudá-la. A sra. é favorável a isto?
Dilma – Depende. Acho que para mexer em coisas que têm dado certo é recomendável caldo de galinha e muita calma. Mas, voltando ao recordar é viver, o Plano Real também teve mérito. Já em outros pontos fomos salvos pelo gongo. O País deve dar graças a Deus por não terem partido a Petrobras em pedaços, não terem privatizado o setor elétrico, Furnas, Eletronorte, Eletrosul. A privatização da telefonia foi correta, mas não acho hoje muito relevante. Hoje a banda larga é mais importante que a telefonia.

ISTOÉ – A sra. acha que Serra seria a continuidade de FHC?
Dilma – Não tenho nenhum comentário a fazer sobre a pessoa José Serra. Tenho respeito por ele. Mas nós representamos projetos políticos distintos. Nós temos uma forma diferente de olhar o Estado.

ISTOÉ – Ele também se apresenta como um economista da linha desenvolvimentista.
Dilma – Acho muito significativa essa tentativa de borrar diferenças. Duvido que estariam borrando diferenças se o governo do presidente Lula tivesse menos que 76% de aprovação. Duvido. Há, neste processo, a tentativa de esconder o fato de que somos dois projetos. Tenho orgulho de ter sido ministra do presidente Lula. Devemos comparar as experiências de cada um. Eles diziam que não sabíamos governar, que só tivemos sorte. A gente gosta muito de ter sorte. Graças a Deus não somos um governo pé-frio. Mas quando chegou essa crise, muito maior que a de 1929, mostramos enorme competência de gestão, capacidade de reação e ousadia.

ISTOÉ – O governo FHC foi incompetente?
Dilma – O governo FHC representa um processo em que não acredito. Não acredito num projeto de privatização de rodovias que aumenta o custo Brasil por causa dos pedágios, que embute taxas de retorno de 26% ao ano. Em estradas federais, a qualidade melhorou muito com pedágios bem menores por uma razão muito simples: nós não cobramos concessão onerosa. Logística é igual a competitividade na veia.

ISTOÉ – O que a sr. faria diferente do atual governo?
Dilma – Nós tivemos que trocar o pneu do carro com ele andando. Algumas coisas concluímos, em outras não conseguimos avançar. Acho imprescindível, para o patamar de crescimento atingido, fazer a reforma tributária. Não é proposta, é uma exigência. Se quisermos aumentar nossa produtividade e, consequentemente, nossa competitividade, precisamos acabar com coisas absurdas como a tributação em cascata.

ISTOÉ – O governo atual também diz que tentou fazer isto.
Dilma – Não deu agora porque reforma tributária significa conflito federativo. Aprendemos que é inviável fazer reforma tributária sem compensações porque ela tem tempos diferentes. Para neutralizar o efeito negativo da perda de arrecadação, vamos criar um fundo de compensação. Este é o único mecanismo negociável.

ISTOÉ – Os acordos políticos resultarão ainda em loteamento de cargos?
Dilma – Não. O apoio político é totalmente legítimo. Em todos os países há uma composição política que governa. O que você tem que exigir é padrões técnicos. Lutei muito para implantar isso no governo.

ISTOÉ – Está satisfeita com o que foi feito?
Dilma – Acho que podemos melhorar.

ISTOÉ – A sra. será avó, em breve. E provavelmente seu neto nascerá num hospital privado e se educará numa escola particular. Em que momento a sra. acha que o Brasil estará pronto para mudar isso?
Dilma – Quero muito que isso aconteça porque me esforcei muito para estudar numa excepcional escola pública, que era o Colégio Estadual de Minas Gerais. A gente fazia um vestibularzinho para passar ali. Era difícil. Este é o grande desafio do Brasil. Para a educação ser de qualidade, não é só prédio, laboratório, banda larga nas escolas. É, sobretudo, professor bem remunerado e com formação adequada.

ISTOÉ – Seu neto vai ter uma superavó, moderna, talvez presidente da República. Essa avó moderna também namora?
Dilma – Olha, eu não namoro atualmente, apesar de recomendar para todo mundo. Acho que faz bem para a pele, para a alma, faz todo o bem do mundo.

ISTOÉ – Uma vez eleita, a sra. assumiria um relacionamento? A sra. casaria no meio do mandato?
Dilma – A vida não é assim, tem que se confluírem os astros...Eu não sou uma pessoa carente propriamente dita, tive uma vida afetiva muito boa, muito rica. Mas nos relacionamentos há uma variá vel que é estratégica, que é com quem eu vou casar. Essa variável estratégica eu tenho que saber, porque assim, no genérico, isso não existe. Agora, vamos supor que a pessoa seja maravilhosa e eu esteja apaixonadíssima...

ISTOÉ – A sra. está fechada para isso?
Dilma – Não, ninguém pode estar na vida. Mas para mim é uma coisa muito distante. E depende dessa variável: que noivo é esse?

ISTOÉ – Qual a sua posição em relação ao aborto? A sra. passou pela experiência de fazer um aborto?
Dilma – Eu duvido que alguma mulher defenda e ache o aborto uma maravilha. O aborto é uma agressão ao corpo. Além de ser uma agressão, dói. Imagino que a pessoa saia de lá baqueada. Eu não tive que fazer aborto. Depois que minha filha nasceu, tive uma gravidez tubária, eu não podia mais ter filho. E antes disso só engravidei uma vez, quando perdi o filho por razões normais. Tive uma hemorragia, logo no início da gravidez, sem maiores efeitos físicos.

ISTOÉ – Isso foi antes de sua filha nascer?
Dilma – Foi antes. Tanto é que eu fiquei com muito medo de perder minha filha, quando fiquei grávida. Mas todas as minhas amigas que vi passarem por experiências de aborto entraram chorando e saíram chorando. Eu acho que, do ponto de vista de um governo, o aborto não é uma questão de foro íntimo, mas de saúde pública. Você não pode hoje segregar mulheres. Deixar para a população de baixa renda os métodos terríveis, como aquelas agulhas de tricô compridas, o uso de chás absurdos, de métodos absolutamente medievais, enquanto as mulheres de renda mais alta recorrem a clínicas privadas para fazer aborto. Há muita falsidade nisto.

ISTOÉ – A sra. defende uma legislação que descriminalize o aborto?
Dilma – Que obrigue a ter tratamento para as pessoas, para não haver risco de vida. Como nos países desenvolvidos do mundo inteiro. Atendimento público para quem estiver em condições de fazer o aborto ou querendo fazer o aborto.

ISTOÉ – A Igreja Católica se opõe a isto.
Dilma – Entendo perfeitamente. Numa democracia, a Igreja tem absoluto direito de externar sua posição.

ISTOÉ – A sra. é católica?
Dilma – Sou. Quer dizer, sou antes de tudo cristã. Num segundo momento sou católica. Tive minha formação no Colégio Sion.

ISTOÉ – A sra. passou por um tratamento para curar um câncer e precisa submeter-se a revisões periódicas. O que deu sua revisão dos seis meses?
Dilma – Agora faço de seis em seis meses. Fiz há pouco, em abril, e deu tudo perfeito.Existe na sociedade e em cada um de nós uma visão ainda muito pesada sobre a questão do câncer. E isso provoca nas pessoas muita dificuldade em tratar a doença Eu tive a sorte de descobrir cedo. Estava fazendo um exame no estômago e resolveram ver como estavam minhas coronárias. Eu fui para fazer um exame de coronária e descobri um linfoma.

ISTOÉ – Como a sra. reagiu?
Dilma – A notícia é impactante. Na hora eu não acreditei, estava me sentindo tão bem. Há uma contradição entre o que você sente e o que te falam. Para combater o câncer você precisa encontrar forças em você mesma. Tem que se voltar para você, não pode, de jeito nenhum, se entregar. Depois, você combate porque conta com apoio. Eu tive uma sorte danada, recebi apoio popular. Chegavam perto de mim e falavam que estavam rezando. A gente se comove muito. E também tive apoio dos amigos, do presidente, de meus colegas no governo.

ISTOÉ – A sra. rezava?
Dilma – Ah, você reza, sim. E reza principalmente porque não é o câncer que é ruim, é o tratamento.

ISTOÉ – A sra. tem medo que o câncer volte?
Dilma – Hoje não.

ISTOÉ – Como a sra. encara a vida depois disso?
Dilma – A gente dá mais valor a coisas que costumam passar despercebidas. Você olha para o sol e fica pensando se você vai poder continuar vendo esta coisa bonita. Você fica mais alerta. Só combate isso se tiver força interna. Vou contar uma coisa. Eu não conhecia a Ana Maria Braga e um dia ela me ligou e conversou comigo explicando como tinha vencido o câncer dela, que o dela era mais difícil, diferente, e que superou. Vou ter sempre uma dívida com ela, porque, de forma absolutamente solidária e humana, ela me ligou naquele momento.

ISTOÉ – Mudando de assunto, o Lula é um bom chefe?
Dilma – Sim. O Lula é uma pessoa extremamente afetiva. Ele não te olha como se você fosse um instrumento dele. Te olha como uma pessoa, te leva em consideração, te valoriza, brinca. Ele tem uma imensa qualidade: ele ri, ri de si mesmo.

ISTOÉ – A sra. também será assim como chefe? Porque dizem que a senhora é o contrário disto, durona...
Dilma – Você não pense que o Lula não é duro não, hein. É fácil até para você cobrar, em função disto. Basta dizer: amanhã tem reunião com o Lula. Simples...

ISTOÉ – As reuniões são muito longas?
Dilma – A busca de um consenso é um jeito que criamos no governo. Algumas vezes o presidente chamava isto de toyotismo. Não é a linha de montagem da Ford, onde cada um vai olhando só uma parte. É aquele método de ilha da Toyota, porque você faz tudo em conjunto. Outra coisa é que a gente sempre discute com os setores interessados. Sabe como saiu o Minha Casa, Minha Vida? Porque nós sentamos com eles (empresários da construção civil) e conversamos. Eles criticando o que se fazia, os 13 grandes mais a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil. Se você não fizer isso, se não for absolutamente exaustivo no debate do detalhe, o projeto não fica em pé. Na curva ele cai.

ISTOÉ – Hoje todo mundo comenta, inclusive dentro do partido, que, a partir da entrada do presidente na campanha, suas chances de vitória aumentam. A sra. traz essa expectativa também?
Dilma – Do nosso ponto de vista já é dado que o presidente participa. Nós nunca achamos que ele vai chegar um dia e participar depois. O presidente é a maior liderança do PT, a maior liderança da coligação do governo, uma das maiores lideranças do País, uma das maiores lideranças do mundo...

ISTOÉ – O fato de ter duas mulheres pela primeira vez concorrendo dará um tom diferente à campanha?
Dilma – Acho que as mulheres estão preparadas para pleitear as suas respectivas candidaturas e o Brasil está preparado para as mulheres agora. Penso que é muito importante que haja um olhar feminino sobre o Brasil. As mulheres são sensíveis e isso é uma grande qualidade. As mulheres são sensatas e objetivas até porque lidam na vida privada com condições que exigem isto. Ou você não conseguiria botar filho na escola, providenciar comida, mandar tomar banho, ir trabalhar... As mulheres também são corajosas: a gente segura dor, a gente encara.

ISTOÉ – A sra. é a favor ou contra a reeleição?
Dilma – Sou a favor. Acho muito importante.

ISTOÉ – A sra. cederia a possibilidade de uma reeleição para o presidente Lula, no caso de ele querer se candidatar em 2014?
Dilma – Ele já me disse para não responder a essa pergunta.

ISTOÉ – Até quando a sra. vai obedecer cegamente o que ele manda?
Dilma – Lula não exige obediências cegas.

ISTOÉ – A sra. acompanha futebol como o presidente Lula?
Dilma – Quero o Neymar e o Ganso na Seleção. Tenho muita simpatia pelo Ganso, aquele jeito meio desconcertado de falar. Mas gosto dos dois. Eles trouxeram alegria de volta para o futebol. Jogam de forma desconcertante e atrevida.

Policia Militar exerce fiscalização ilegal de trânsito urbano em Altaneira


Passeata de motociclista em Altaneira - Foto Raimundo Soares Filho


O Código de Trânsito Brasileiro com vigência desde 1998, atribuiu a responsabilidade de fiscalizar o trânsito urbano aos Municípios, através dos Departamentos Municipais de Trânsito que deveriam assumir a atividade de fiscalizar suas respectivas circunscrições.

Ocorre que decorridos doze anos de vigência do CTB, a grande maioria dos municípios brasileiros, não implantaram a municipalização do trânsito como é o caso de Altaneira.

Em nossa cidade a Polícia Militar de forma arbitrária e com a conivência total do Prefeito Municipal tomou para si a “fiscalização” do trânsito urbano, realizando blitz e apreendendo motocicletas, único alvo da ilegal atividade.

O Código de Trânsito Brasileiro é taxativo em relação a competência da Polícia Militar, senão vejamos:

Art. 23. Compete às Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal:
...
III - executar a fiscalização de trânsito, quando e conforme convênio firmado, como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários, concomitantemente com os demais agentes credenciados;


A simples análise do dispositivo acima conclui-se facilmente que a Polícia Militar só poderá executar a fiscalização de trânsito urbano se formalizado convênio com o Município, o que não existe em nossa cidade.

Vale lembrar, ainda, que os policiais militares apreendem as motocicletas, mas não emitem guia de apreensão, o que inviabiliza o ajuizamento de uma ação, sendo as liberações “negociadas” caso a caso, as dos partidários do Prefeito são logo liberadas.

É público e notório na cidade que os policiais “acoxam” os trabalhadores rurais que usam suas motos como transporte pessoal do sítio para a cidade, mas fecha os olhos para o uso de motocicletas por menores.

Ontem fui procurado por um cidadão para “liberar” uma moto apreendida pela PM, aconselhei-o a procurar o Prefeito que sua moto imediatamente seria liberada. Enfurecido o agricultor disse-me que preferia perder a moto.

Dei-lhe uma segunda alternativa tentaria a liberação sua motocicleta se ele representasse contra o Policial por abuso da autoridade policial. Este imediatamente concordou. Dirigi-me a Unidade Policial, o Comandante estava de folga, um policial mostrou a moto apreendida, mas não sabia o motivo, nem tão pouco se havia procedimento instaurado.

Fico no aguardo do corajoso agricultor para protocolizar a competente representação em face do abuso de autoridade do Comandante do Destacamento da Polícia Militar de Altaneira.

9 de maio de 2010

Hino a Mãe Glória

Mãe Gulora em sua residência em abril de 2007 - foto Raimundo Soares Filho

Não precisa ser letrada
Nem mesmo ser diplomada
Para um parto fazer
A Medicina te aceita
Mesmo sabendo a receita
Como nasce um bebê

Oh MÃE GLÓRIA conte a história
Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh MÃE GLÓRIA conte a história
Do ramo de vassourinha
Pra rezar no teu bebê
Da casca da umburana
Da raiz da gitirana
Para o remédio fazer

Oh MÃE GLÓRIA conte a história
Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh MÃE GLÓRIA conte a história
Do balaio cheio de brasa
Que a alfazema defumava
A roupa do teu bebê
Do talco feito de goma
Da papinha de farinha
Pra teu bebê comer

Oh MÃE GLÓRIA conte a história
Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh MÃE GLÓRIA conte a história
Do cavalo na espora
Correndo pra socorrer
Assistência não havia
Oh meu Deus que correria
Pra salvar a mãe do bebê

Oh MÃE GLÓRIA conte a história
Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh MÃE GULORA conte a história
Do chiqueiro de galinha
Para o pirão comer
Mulher gemia e se espremia
Ferramenta não havia
Para um parto fazer

Oh MÃE GLÓRIA conte a história
Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh MÃE GULORA conte a história
Os doutores lá de fora
Vieram aqui só pra te ver
Projeto Rondon não explica
Simplesmente certifica
O teu dote com o nascer

Oh MÃE GLÓRIA conte a história
Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh MÃE GULORA conte a história
Do marido no terreiro
Esperando teu dizer
Já com o menino ao colo
Tu cantavas uma cantiga
Há, há, há, ê, ê, ê
Zé Menino e Deuzelina
Só viviam na esquina
Apenas pra te rever

Oh MÃE GLÓRIA conte a história

Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh Mãe Glória conte a história
Do pano do teu cueiro
Pra enrolar o teu bebê
Tinha renda, cianinha
Bordado, flor e fitinha
Não havia pra vender

Oh MÃE GLÓRIA conte a história

Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh Mãe Glória conte a história
Do marido no terreiro
Esperando teu dizer
Já com o menino ao colo
Tu cantavas uma cantiga
Há, há, há, ê, ê, ê
Zé Menino e Deuzelina
Só viviam na esquina
Apenas pra te rever

Oh MÃE GULORA conte a história

Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh Mãe Glória conte a história
Doutô Eluizo agora
acabou de me dizer
Tu tens um conhecimento
Merecendo um monumento
Pra essa cidade erguer

Oh MÃE GLÓRIA conte a história

Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh Mãe Glória conte a história
São versos e rimas que imploram
Na maternidade escrever
O nome de MÃE GLÓRIA
Não importa que alguém chore
Passado tem que morrer

Oh MÃE GLÓRIA conte a história

Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Oh Mãe Glória conte a história
De um valor que se isola
Sem ninguém reconhecer
Apenas uma cantiga
Retribui a tua vida

Oh MÃE GLÓRIA conte a história

Das noitadas fora de hora
Que faziam tu correr (BIS)

Letra: Maria Luiza Oliveira