14 de junho de 2026

Ciro nega participação em ato de Alcides com Flávio Bolsonaro

 Ciro também citou alternativas que estariam sendo consideradas para a composição da chapa majoritária (Foto: Samuel Setubal)

Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato a governador do Ceará, negou que participará do evento de lançamento da pré-candidatura de Alcides Fernandes (PL) ao Senado, que contará com a presença do senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Questionado sobre a possibilidade de comparecer ao ato, Ciro afirmou que sua filiação ao PSDB impede participação em eventos de campanha de outras siglas.

"Pergunta para o pessoal do PL. Eu sou do PSDB. Como é que eu vou participar de um ato de campanha de um candidato que não é o do meu partido? É simples", declarou durante agenda neste sábado, 13, no Mercado São Sebastião, em Fortaleza.

Apesar de descartar presença no evento, o ex-presidenciável afirmou que continuam as negociações para a formação de uma chapa de oposição ao governador Elmano de Freitas (PT). Segundo ele, as conversas envolvem o PL e o União Brasil.

"Nós estamos trabalhando essa aliança e essa aliança destina ao União Brasil o lugar de vice e o lugar de senador; e ao PL, nesse instante, o lugar de senador", contou.

Ciro já manifestou apoio à pré-candidatura de Alcides Fernandes ao Senado. O nome do PL participou da agenda realizada neste sábado ao lado do tucano.

O ex-ministro também citou alternativas que estariam sendo consideradas para a composição da chapa majoritária. Entre os nomes mencionados estão o deputado federal Mauro Benevides Filho (União Brasil) e o ex-reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Cândido Albuquerque.

"Como você não tem ainda objetivamente as coisas formadas, nós temos no backup Mauro Benevides Filho, que pode participar também da chapa, e Cândido Albuquerque. O que importa é que nós somos um movimento. Esse movimento divide tarefas. Cada um de nós tem uma expertise, tem uma obra realizada, tem uma credibilidade", disse.

Aproximação com bolsonaristas

Questionado sobre eventual dificuldade de explicar ao eleitorado uma aproximação com bolsonaristas após posicionamentos antagônicos e críticas, Ciro afirmou que o objetivo da posição de agora é construir uma alternativa para o Ceará.

"Minha obrigação hoje é ganhar as eleições para oferecer ao Ceará uma alternativa de desenvolvimento, moralizar a corrupção generalizada, colocar segurança pública no mínimo de decência, resolver o problema estratégico da saúde pública", declarou.

O ex-ministro também rebateu críticas sobre incoerências, citando parlamentares que migraram entre diferentes campos políticos nos últimos anos.

Entre os exemplos mencionados por ele estão os deputados federais Júnior Mano (PSB) e Yuri do Paredão (MDB), que eram do PL, e Eunício Oliveira (MDB) e sua atuação durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

"Então, o que eles dizem de manhã não serve para de tarde. Se o critério for o mesmo, vamos lá. A propósito, uma pergunta: Em qual coligação está o partido Republicanos da Igreja Universal?", questionou Ciro, referindo-se ao partido que hoje compõe com o governo Elmano.

Publicado originalmente no portal O Povo +

Leia também:

Flávio visita Jair Bolsonaro e diz que ele está bem, após Michelle falar em piora do quadro

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A Administração do Blog de Altaneira recomenda:
Leia a postagem antes de comentar;
É livre a manifestação do pensamento desde que não abuse ou desvirtuem os objetivos do Blog.