21 de janeiro de 2016

Prognóstico climático da Funceme mantém tendência da quadra chuvosa dos últimos 4 anos

As análises indicam que existe 65% da probabilidade das chuvas ficarem abaixo da média no Estado (Foto: Marcos Studart)
O prognóstico climático, anunciado na manhã de ontem (20/01) pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), mantém a tendência da quadra chuvosa dos últimos 4 anos para os meses de fevereiro a abril de  2016. As análises feitas pelos pesquisadores dos órgãos indicam que existe 65% da probabilidade das chuvas ficarem abaixo da média no Estado – um aumento de apenas 1% em relação a 2015. 

Os dados foram apresentados no auditório do Palácio da Abolição pelo presidente da Funceme, Eduardo Sávio, com as presenças do secretário-chefe de gabinete do governador, Élcio Batista, e do secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira. Segundo Sávio, existe ainda a probabilidade de 25% para chuvas em torno da média e 10% para que elas fiquem acima da média do período no Ceará. 

"O cenário posto entre os meses de fevereiro a abril é muito influenciado pelos fenômenos do Oceano Pacífico. E, neste ano de 2016, a análise dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala, além dos resultados de modelos numéricos globais e estatísticos indicam uma persistência da situação que já estamos vivendo, de escassez de chuvas”, revelou o presidente.

Segundo Élcio Batista, chefe de gabinete do Estado, as medidas estruturais de convivência com a seca, desenvolvidas pelo Governo do Estado, deverão continuar, para atender ao máximo as necessidades da população. “A primeira atitude do governador Camilo Santana, logo no início de sua gestão, foi elaborar um Plano de Convivência com a Seca. Depois de quatro anos seguidos de estiagem no Ceará, não tivemos nenhum município que tenha entrado em colapso hídrico, graças às medidas estruturais definidas no Plano. Para cada caso, a Secretaria dos Recursos Hídricos apresentou a solução mais viável para que a água  chegasse aos moradores. Os números revelam que temos que nos precaver e nos antecipar através dessas ações. Por isso que o trabalho de todos os órgãos do Estado envolvidos na questão hídrica não vai parar”, salientou o chefe de gabinete.

“As chuvas ocasionais que estão caindo agora em janeiro continuam abastecendo os açudes e rios que atendem moradores de algumas cidades do Interior. Elas nos ajudam também a ampliar e intensificar as ações que já estão sendo desenvolvidas desde ano passado, numa preparação para os meses que estão por vir. Em 2015, o Governo do Estado realizou o maior programa de poços da história, executando quase 1.200 construções em área urbana e rural. Também estamos concluindo mais de 200 km de adutoras de montagem rápida e instalamos mais de 400 poços já existentes que estavam sem funcionar. Além de continuarmos com a Operação Carro Pipa, que é realizada pela Defesa Civil e pelo Exército Brasileiro, nas zonas rurais e urbanas com menos acesso à água”, destacou o secretário.

Estiveram presentes ainda na apresentação, o secretário do Desenvolvimento Agrário, Dedé Teixeira; o diretor do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), Valter Gomes, e o presidente da Associação dos Municípios do Estado (Aprece), Expedito do Nascimento, além de coordenadores da Defesa Civil do Estado e órgãos correlacionados.

Com informações Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado