19 de janeiro de 2016

Presidente estadual do PSDB diz que opinião de Tasso é pessoal

As declarações do senador Tasso Jereissati (PSDB) sobre a improbabilidade de que Dilma Rousseff (PT) sofra impedimento incomodaram correligionários. Para o presidente estadual da legenda, Luiz Pontes, Tasso pensa diferente do partido.

Em entrevista exclusiva ao jornal O POVO, publicada na edição de ontem (18/01) das Páginas Azuis, o ex-governador do Ceará e hoje senador admite que o processo de afastamento da presidente não deverá seguir adiante. Tasso também afirma que jamais votaria contra as instituições democráticas.

De acordo com Luiz Pontes, a fala do tucano não representa o pensamento do partido, que irá votar pelo afastamento de Dilma.

“(Tasso) teve uma posição pessoal. Eu vejo que o PSDB tem que se posicionar a favor do impeachment. Motivos, temos demais”, avalia Pontes, para quem o governo Dilma é culpado por toda a corrupção e pela crise econômica.

O presidente do PSDB no Ceará afirma ainda que não teve oportunidade de conversar com o colega tucano após a publicação da entrevista. “Acredito que o que ele queira dizer é que não acredita mais que o impeachment possa dar resultado. Mas não é contra o procedimento”, completa.

O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) até concorda com Tasso. Segundo ele, as declarações do senador fazem sentido porque o impeachment tem perdido a força, tanto na oposição como entre a população.

“A posição de Tasso, em termo de prudência, tem amparo na visão de não buscarmos uma situação de ‘quanto pior, melhor’. Não faz o perfil de Tasso, nem de uma boa parte dos integrantes do PSDB, que tem responsabilidade com o destino do País”, aponta o deputado.

O parlamentar pondera, no entanto, que se preocupa com que as palavras do senador possam ser distorcidas, dando legitimidade ao “outro lado”. Para ele, o que Tasso disse não significa que as coisas estão bem como estão. 

Pelo contrário, as observações do ex-governador do Ceará mostram que o momento não é de a oposição enrolar a bandeira e deixar de lado seu papel.

Com informações O Povo Online