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| Cid Gomes é o líder da bancada do PSB no Senado (Foto: Pedro França) |
Os votos pessebistas não foram primordiais, mas engordaram a vantagem a favor da oposição, que conseguiu aprovar o texto com 48 votos - 7 a mais que o necessário. O veto de Lula, porém, deve mudar a conjuntura. O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA) já entrou em contato com Alckmin e João Campos (PSB-PE), que é presidente do partido. Eles vão entrar em contato com toda a bancada do partido para reverter os votos.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também se comprometeu a procurar Cid Gomes (PSB-CE), que lidera o PSB na Casa Alta. Os governistas contam com os votos do partido para manter o veto dado por Lula, e Cid terá papel fundamental nessa articulação. A ideia é que ele seja um interlocutor junto a Chico Rodrigues (PSB-RR), Flávio Arns (PSB-PR) e Jorge Kajuru (PSB-GO) para garantir os votos.
A tentativa de manter o veto dado por Lula passa pela articulação com os senadores, e não só com Cid e os pessebistas. Como o Senado aprovou o texto com 48 votos e são necessários 41 para derrubar a decisão de Lula, os governistas vão atuar junto aos senadores mais governistas para virar os votos.
A busca é por nomes de PSD, MDB e União Brasil, além, é claro, do PSB. Lula tenta uma reaproximação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que ficou chateado pela escolha de Jorge Messias para a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal. O mineiro é cotado para substituir Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça.
Outra situação que mudou do dia da votação no Senado para cá foi a relação entre Lula e Davi Alcolumbre (União-AP). O presidente da Casa Alta voltou a se encontrar com Lula e até indicou Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
São
esses os cálculos que Lula faz para tentar manter o veto. Há chances, mesmo que
baixas.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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