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| Dayany poderá ser substituída na Casa pela vereadora Priscila Costa, pré-candidata ao Senado Federal (Foto: Pablo Valadares) |
A informação foi antecipada pela coluna Vertical, do O POVO. O TSE julgou recurso relativo a processo de cassação do diploma de Freire, decidindo por unanimidade pelo provimento da ação, o que impacta diretamente a cadeira ocupada por Dayany, colocando em risco a continuidade do mandato.
Dayany é esposa do ex-deputado federal Capitão Wagner (União) e poderá ser substituída na Casa pela vereadora Priscila Costa (PL), pré-candidata ao Senado Federal nas eleições deste ano. Ainda não está definido quem herdará a vaga, tratando-se apenas de projeção interna dos partidos.
A definição só ocorrerá quando houver publicação de acórdão do TSE e confirmação pela Justiça Eleitoral do Ceará (TRE-CE).
Nas redes sociais, a deputada publicou um vídeo se pronunciando sobre o caso. Ela classificou a atitude como "violência política de gênero" e alegou que "todo o sistema se uniu" para prejudicar o companheiro, pois segundo ela, "ele é o primeiro colocado em todas as pesquisas para o Senado".
"Tiraram meu mandato. Parece mentira, mas infelizmente é verdade. Depois de três anos e meio de eleição, a 'justiça eleitoral' resolveu fazer uma recontagem de votos, que vai me tirar da cadeira de deputada. Isso é violência política de gênero. O sistema todo se uniu para prejudicar o meu marido, Capitão Wagner, e tentou nos enfraquecer com essa decisão absurda"
Dayany afirmou ter ficado triste e abalada, especialmente por pessoas afetadas direta e indiretamente pela atitude "absurda", assim classificada por ela: "Dói muito, pois não fui acusada de nada, não cometi nenhum erro, não estou inelegível e porque fiz um mandato limpo, produtivo e dedicado ao Ceará"
"Isso só ocorre porque o Wagner é o primeiro colocado em todas as pesquisas para o Senado. Ele está lutando contra os poderosos. Eu quero dizer para vocês que eu vou enxugar as lágrimas, levantar a cabeça e junto com vocês, vamos derrumar esse sistema covarde."
Wagner
e Roberto
Apesar disso, nomes ligados ao grupo da deputada, como Capitão Wagner e o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União), já se manifestaram em apoio a parlamentar e lamentando a iminente perda de mandato. Ambos atribuíram a decisão a questões políticas.
"Tomaram o mandato da Dayany. É isso mesmo, hoje a Justiça Eleitoral resolveu tirar a deputada Dayany Bittencourt do mandato. Como tem poderosos preocupados com o crescimento da candidatura do Ciro Gomes, do nosso nome para o Senado. Todo o sistema se uniu para solicitar, três anos e meio depois da eleição, uma recontagem de votos".
Já Roberto, presidente do União Brasil na Capital, prestou solidariedade à deputada e classificou a atitude do TSE como "absurda perseguição". Na publicação do colega, Wagner agradeceu e ressaltou que a esposa sempre honrou o mandato com "responsabilidade e dedicação".
"Minha solidariedade à minha amiga, Deputada Federal Dayany Bittencourt, mais uma vítima da absurda perseguição promovida por quem não tolera o convívio democrático com a crítica e a oposição no Ceará... A perseguição tem sido a marca registrada dos atuais "donos do poder" do Ceará, que querem calar aqueles que denunciam os erros e desmandos do atual governo" disse RC.
O
TSE divergiu do TRE-CE, que havia decidido pela cassação de Freire, mas
mantinha os votos do União Brasil como válidos. Na prática, o colegiado
superior determinou não só a anulação dos votos de Heitor Freire, como a
retotalização e a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário, o que acaba
impactando membros da bancada. O TSE também resolveu que a decisão deve ser
cumprida de forma imediata.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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