2 de maio de 2015

Protestos marcaram o feriado em todo o País

Protesto em Fortaleza, no centro do Rio de Janeiro, em São Paulo e a tradicional missa do Dia do Trabalho na praça da Cemig, em Contagem-MG (Fotomontagem O Povo)
O projeto de lei 4330, que regulamenta as terceirizações no País, recentemente aprovado pela Câmara dos Deputados, foi o principal alvo de críticas durante os protestos de ontem, realizados por ocasião do Dia Internacional dos Trabalhadores. 

No Ceará, as centrais sindicais também se mobilizaram para combater o projeto. Para Carlos Eduardo Bezerra, dirigente do Sindicato dos Bancários, “nunca tivemos um 1º de Maio tão pertinente”. De acordo com o sindicalista, a experiência internacional evidencia os problemas do projeto. “Países que implantaram a terceirização, como o México, reduziram a massa salarial, aumentaram os acidentes de trabalho e a rotatividade. Portanto, precarizou-se a classe trabalhadora”, argumenta.

Já para a presidente da CUT no Estado, Joana Almeida, não procede o argumento dos defensores do PL, para quem a aprovação modernizaria a legislação trabalhista brasileira e tornaria o país mais competitivo. “O Brasil já é competitivo da forma que está. E não é precarizando os trabalhadores que nós vamos ampliar a competitividade”, declara. A sindicalista afirma que o principal objetivo da iniciativa é gerar lucros.

Diversos parlamentares, tanto da Câmara municipal como da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados. Entre eles, o petista Elmano de Freitas, deputado estadual e presidente do PT em Fortaleza. O parlamentar afirma que o PL não aumentará os postos de trabalho. “O Brasil gerou 20 milhões de empregos sem terceirização”, diz. Ele acusa os defensores da medida de buscar aumentar a produtividade brasileira ao custo dos direitos dos assalariados. O petista diz que o foco deve ser a ampliação do mercado interno, aliada à redução de impostos sobre o setor produtivo e os mais pobres.
Com informações O Povo Online