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| Lula ainda lembrou de embates anteriores que teve com outros adversários, de nível diferente e melhor (Foto: Renata Pizzuto) |
Parte disso responsabilidade de uma condução que poderia ter sido mais rigorosa, segurando os entusiasmos infantis, principalmente na parte inicial, mas, fundamentalmente, pela maneira como se portaram os próprios candidatos à presidência da República que fazem seus últimos esforços de convencimento do eleitor, em especial de quem segue indeciso entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), na disputa em nome da oposição.
É impossível que alguém de boa fé tenha extraído das duas horas de conversas entre os dois, na noite passada, elementos que ajudem a identificar quem oferece as melhores saídas para os grandes problemas que esperam o futuro presidente da República, a partir de janeiro de 2027.
A predominância de um esforço mútuo de destruir o adversário, talvez valendo melhor o uso do termo "inimigo" diante do que vimos acontecer, quase que não deu espaço para um mergulho na realidade que temos e o caminho que cada um deles sugere para transformá-la.
É uma crítica que vale para ambos, mas que endereço com mais destaque para Flávio Bolsonaro. Lula, seu oponente, certamente viu-se travado, muito especialmente nos minutos iniciais, ao se valer da memória para lembrar de embates do tipo anteriores que teve com outros adversários, de nível diferente e melhor, em situações que tornaram possível fazer uma troca mínima de ideias. Não é o que aconteceu e nem é o que desejava o candidato do PL, muito claramente.
Perdemos uma chance de conhecer melhor as ideias de cada um e, certamente, o eleitor indeciso disporá de pouca coisa útil para ajudá-lo a decidir valendo-se do que aconteceu ontem, caso deseje mesmo escolher até domingo entre a possibilidade de manter Lula na presidência ou apostar na mudança que Flávio oferece.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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