20 de maio de 2014

Cid diz que eleitor vai julgar a coerência do PMDB

O governador Cid Gomes (Pros) declarou ontem que cabe aos cearenses julgar se o senador e pré-candidato ao governo Eunício Oliveira (PMDB-CE) mostra coerência quando critica a gestão estadual, na qual o PMDB esteve de 2007 até o começo deste mês.

“Se o Eunício quiser romper com esse projeto, direito dele, opção dele. Eu não darei um único argumento sequer. Ele teve até semana ‘trasada’ pessoas do PMDB, indicadas por ele, participando do governo. E, se faz crítica agora, as pessoas que julguem se é coerente ou se não é”, afirmou Cid, respondendo ao jornal O POVO, em coletiva durante inauguração da ampliação da fábrica da Ambev, em Aquiraz. 

O PMDB, presidido no Ceará por Eunício, entregou no último dia 2 os cargos que ocupava no secretariado de Cid, argumentando que com isso o senador teria total liberdade para trabalhar sua candidatura ao Palácio da Abolição. Uma semana depois, Eunício começou a condenar publicamente o desempenho do governo em setores como segurança pública e saúde.

Mesmo assim, e depois de já ter dito ao jornal O POVO que “não deve nada a Eunício nem Eunício a ele”, o governador reiterou ontem que ainda acredita em ter Eunício no seu palanque em outubro. “A esperança é a última que morre. Espero que o PMDB ainda se mantenha como parceiro nesse projeto”.

Sobre o anúncio da ex-prefeita Luizianne Lins (PT) de que não apoiará nenhum candidato de Cid, nem se ele for petista, o governador disse que “é problema dela ou do PT”, e observou que a postura de Luizianne dá margem a processo por infidelidade partidária.

“Cada pessoa tem a sua preferência e sua liberdade. Se ela diz que não vai votar no candidato que seja apoiado pelo partido dela, problema dela, ou do PT. Pode ser o caso, por exemplo, do partido abrir um processo de fidelidade partidária. Não pode acontecer isso? Como pode não acontecer também. Prefiro não comentar”.

Cid voltou a afirmar que só depois de discutir um projeto de governo vai escolher seu candidato, que poderá sair de qualquer das legendas aliadas. Mas fez a consideração em favor do Pros.

“O natural é que o peso, a proporção, a força de cada partido seja levada em conta. Então é mais provável que os partidos que têm mais deputados, mais prefeitos, maior representação, tenham precedência na definição de cargo. Mas o fundamental é o projeto”.

Com informações O Povo Online