10 de maio de 2014

Ciro diz que Pros quer trocar ministro Teixeira por um "corrupto"

A crise interna no Pros por conta da disputa em torno do Ministério da Integração Nacional ganha contornos cada vez mais graves. Ontem, o secretário estadual da Saúde, Ciro Gomes, afirmou que seu próprio partido está colocando “a faca no pescoço da presidente (Dilma) para nomear corrupto interessado em roubar e não em fazer políticas públicas decentes”

Dirigentes do Pros não aceitam a permanência de Francisco Teixeira -nome ligado ao governador Cid Gomes (Pros) - no cargo, e ameaçam sair da base da presidente Dilma Rousseff caso a troca não seja realizada. 

Ciro chegou a ameaçar deixar o Pros, afirmando que não aceita o participar “de um partido que use a chantagem como ferramenta de luta política. Não aceito!”. A declaração do ex-governador foi feita durante visita do ministro da Saúde, Arthur Chioro, ao Hospital Geral de Fortaleza (HGF).

Seu irmão, Cid Gomes, já havia classificado como “chantagem” a pressão do Pros nacional. “Abomino qualquer tipo de chantagem. Saí do PSB porque o partido resolveu ter candidatura à Presidência e eu não concordei. Minha condição (para entrar em outro partido) era o apoio a Dilma. E o Pros garantiu apoio a Dilma”, disse.

Ciro Gomes ainda mandou um recado para o líder do Pros na Câmara dos Deputados, Givaldo Carimbão (AL), que disse em uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo ter conversado com o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) sobre a substituição de Teixeira por um “militante do Pros”. “Não aceito e estou avisando ao senhor Carimbão, que está querendo nomear um corrupto para o Ministério da Integração. Esse camarada de Alagoas cujo nome eu não sei”, enfatizou.

O “camarada” ao qual Ciro Gomes se refere é Marco Fireman, ex-secretário de Infraestrutura do governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB). Já Teixeira assumiu a Integração no ano passado, após consulta de Dilma a Cid. Ele substituiu Fernando Bezerra, que saiu do cargo após seu partido, o PSB, romper aliança com Dilma Rousseff.

Com informações O Povo Online