25 de janeiro de 2014

"Não serei ministro neste governo", garante Ciro Gomes

O secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes (Pros), assegurou ontem ao O POVO que não será ministro do governo Dilma Rousseff. É a primeira vez que Ciro em pessoa descarta a hipótese.

“Eu não vou, não serei jamais ministro neste governo. Ponto final”, disse Ciro, acrescentando que sua “missão” é a Secretaria da Saúde no governo do irmão Cid Gomes (Pros), para a qual foi nomeado em setembro. 

Nos últimos dias, o presidente nacional do Pros, Eurípedes Júnior, e o líder do partido na Câmara dos Deputados, Givaldo Carimbão (ASL), têm dito à imprensa que Ciro seria indicado para assumir a pasta que fosse oferecida à legenda na reforma ministerial que Dilma deverá concluir até fevereiro.

Carimbão participou de reunião em Brasília com dirigentes do PMDB e do PP, na última quinta, para discutir ocupação de ministérios. Segundo ele, “há sinais” de que a Integração ficará com o Pros, partido criado em outubro e cujas maiores expressões nacionais são os irmãos Gomes.

“Como as coisas estão afunilando e a presidente disse que até o dia 29 ou 30 quer efetivar essa conversa, acho que a tendência natural é (que seja indicado) o companheiro Ciro Gomes”, disse Carimbão depois da reunião.

Ciro já foi ministro da Integração, no primeiro governo Lula (2003-06). Foi na sua gestão que a transposição do rio São Francisco começou a ser tocada.

O ocupante do posto hoje é o cearense Francisco Teixeira, que era secretário de Infraestrutura Hídrica da pasta (indicação do governador Cid Gomes).

Teixeira assumiu interinamente em outubro, depois que Francisco Bezerra (PSB) deixou o cargo seguindo a decisão do PSB de sair do governo Dilma em prol da candidatura presidencial de Eduardo Campos, dirigente nacional da legenda socialista.

Teixeira tem relação antiga com os Gomes. Foi secretário adjunto de Recursos Hídricos de Ciro no ministério. Também fez parte dos governos de Tasso Jereissati (PSDB), como superintendente de Obras Hidráulicas do Ceará e diretor técnico da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado.

A Integração Nacional vinha sendo cobiçada pelo PMDB, que tenta acrescentar um ministério aos cinco que já tem: Minas e Energia, Turismo, Previdência, Agricultura e Secretaria da Aviação Civil.

Mas Dilma Rousseff pôs obstáculo ao desejo expansionista do colega de governo PMDB, argumentando que precisa distribuir cargos entre outros aliados, como o novato Pros, o PTB e o PSD.

Com informações O Povo Online