21 de abril de 2018

Quem é o general que a oposição quer como candidato ao Governo


O currículo do general do Exército Guilherme Theophilo, com passagem por setores estratégicos para a segurança nacional, foi motivo de rasgados elogios no último encontro das lideranças da oposição no gabinete do senador Tasso Jereissati (PSDB), na última quinta-feira, (19/04)

A experiência do militar em gestão de áreas-chave no combate ao tráfico de armas e drogas é, talvez, o que os partidos esperavam para ganhar terreno às custas de uma das principais dificuldades do atual Governo: a segurança pública. Por isso, o nome do general se fortalece como alternativa da oposição.

Entre os políticos presentes ao encontro, ainda permanecia a dúvida se o general seria o candidato bancado pelo grupo liderado pelo senador tucano. Em compensação, sobraram convicções sobre a capacidade de Theophilo na área da segurança.

Recém-filiado ao PSDB, ele foi até 2016 comandante militar da Amazônia e esteve à frente do controle das fronteiras de uma das áreas de maior atenção para o tráfico de entorpecentes no País. Após dois anos, deixou o cargo e assumiu o Comando Logístico do Exército, responsável pela fiscalização e controle do armamento que chega ao território brasileiro.

Filho de uma linhagem de militares que remonta à Guerra do Paraguai, no Império Brasileiro, Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira tem 63 anos e ingressou na reserva em março. Pelo menos quatro ascendentes do general permanecem na ativa das Forças Armadas. Dos irmãos, cinco são militares, incluindo o general Estevam Theophilo, que foi comandante da 10ª Região Militar, no Ceará, até o último dia 12.

Único dos filhos que nasceu fora do Ceará, Theophilo é carioca, veio com a família a Fortaleza ainda na infância e estudou no Colégio Militar da Capital. Ingressou no Exército aos 21 anos e cumpriu trajetória descrita pelos militares como invejável, servindo em cidades como Natal, Cuiabá e Brasília.

Antes de se tornar general, fez parte do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, na primeira gestão do Governo Lula, mas foi no Comando Militar da Amazônia (CMA) que ele ganhou destaque. Durante sua gestão, mais de 500 militares estrangeiros participaram de simulação para formar diretrizes de socorro a vítimas em caso de catástrofes, no ano passado.

Batizado como Amazonlog, o trabalho ganhou repercussão na imprensa e Theophilo se mostrou desenvolto com veículos de comunicação. Em última entrevista em Manaus, publicada em 2016 no jornal A Crítica, Theophilo fez balanço do trabalho na região e falou também de política.

Questionado sobre os pedidos de intervenção militar no País, que à época pegavam carona nas manifestações pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o general considerou como “compreensível” a “insatisfação” do povo.

“O papel do Exército Brasileiro nessa conjuntura é respeitar a Constituição e agir de acordo com os preceitos da democracia. Atuaremos, se preciso for, para garantir o cumprimento da lei e a manutenção da ordem e o perfeito funcionamento das nossas instituições”, disse, antes de destacar a “extrema confiabilidade” do Exército Brasileiro.

Mais recentemente, antes de entrar na reserva, Theophilo fez parte do grupo que pensou a estratégia da intervenção federal implementada no Rio de Janeiro em fevereiro.

Com informações portal O Povo Online