23 de abril de 2018

Segurança Pública deverá ser tema central no debate eleitoral no Ceará

Camilo Santana e Roberto Claudio na solenidade de implantação da Unidade Integrada de Segurança de Messejana (Foto: Mateus Dantas)
Se em todo o Brasil o debate do lulismo tende a polarizar disputas eleitorais deste ano, no Ceará já há sinais de que outro tema, mais ligado à realidade local, deve dominar os embates políticos. Mesmo com coligações e chapas para governo e Senado ainda indefinidas, base e oposição no Estado articulam estratégias de olho no tema da segurança pública.

Se comparados com outros estados, o assunto da prisão do ex-presidente ainda é pouco pautado no debate pré-eleitoral cearense, que prefere enveredar pelo crescimento da violência e de episódios envolvendo facções criminosas. Na eleição passada, a candidata petista, Dilma Rousseff, obteve vitória considerável no Ceará com 76,75% dos votos.

O exemplo mais claro vem do bloco PSDB-PSD-SD-Pros, o maior de oposição no Estado, que tem hoje como principal pré-candidato ao governo o general da reserva Guilherme Teophilo (PSDB). Para reforçar a candidatura, lideranças tucanas destacam pesquisas apontando interesse do eleitor por um candidato que priorize o problema da segurança.

O Pros, primeira sigla maior a fechar chapa própria para a disputa de cadeiras na Assembleia e Câmara dos Deputados, segue a mesma linha, apostando em diversos candidatos com atuação ligada à segurança pública. Principal liderança do partido, o deputado estadual Capitão Wagner não nega que a violência e a saúde deverão ser principais temas da chapa.

"Ficamos constrangidos de não tocarmos tanto em outros assuntos importantes, pois parece que não temos nada mais para tratar. Mas a associação entre violência e superlotação de hospitais é muito próxima e o debate é sempre pertinente", disse Wagner em sessão da Assembleia na última sexta-feira.

Além dele, completam a chapa outros nomes como o do apresentador de programas policiais Victor Valim, o policial militar Soldado Noélio e o policial civil Julierme Sena. “Não podemos aceitar argumentos muitas vezes tolos de que este é o governo que mais investe em segurança e trouxe mais melhorias se, em cada esquina de Fortaleza, encontramos exemplos do fracasso”, diz o deputado Roberto Mesquita, outro candidato.

No mesmo sentido, o PSL, sigla do pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (RJ), reformulou diretoria na última semana indicando uma série de policiais e pastores para o comando do partido. Prioridade do grupo é fortalecer candidatura de Bolsonaro, que tem pautado o crescimento da violência no País, no Ceará.

Ciente da movimentação da oposição, a base tem reforçado atuação e discursos também na área da segurança. Neste sentido, se somam diversas iniciativas como entrega de Unidades Integradas de Segurança (Unisegs) e de torres de vigilância pela Prefeitura de Fortaleza.

Com informações portal O Povo Online