2 de maio de 2018

Atos reivindicam direitos, liberdade de Lula e democracia

Em Curitiba foi realizado o grande ato nacional (Ricardo Stuckert)
Manifestantes saíram às ruas em diversas capitais do País, ontem (01/05), Dia do Trabalhador, para protestar contra retrocessos sociais, defender a democracia e reivindicar a liberdade do ex-presidente Lula — preso desde 7 de abril na capital paranaense.

As pautas foram reivindicadas em cidades como Maceió, Salvador, Fortaleza, Goiânia, São Luís, Cuiabá, Belém, Recife, Rio de Janeiro, entre outras. “O mote do 1º de Maio em todo o País é Marielle Vive e Lula Livre porque são duas figuras que representam muito (a luta contra) o retrocesso, a violência, o ódio e a perseguição que a gente vive no país”, disse o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa.

Segundo Lisboa, o grupo também protesta contra as reformas trabalhista e da Previdência e contra a Emenda Constitucional 95 que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos. “Outro ponto (do ato) é a defesa da democracia e dos direitos das minorias, dos povos indígenas, negros, mulheres”, disse o dirigente da CUT.

O presidente regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RJ), Marcelo Rodrigues, declarou que a nova legislação trabalhista foi uma agressão e não criou empregos formais. “A informalidade e o subemprego estão disparando no Brasil, mesmo com essa reforma. O que fizeram foi acabar com o emprego e com os direitos trabalhistas e permitir que se contrate qualquer um, a qualquer trocado. Essa reforma trabalhista foi um soco nos trabalhadores. Quem não tinha um emprego, hoje tem?”, questionou o líder sindical, conhecido como Marcelinho.

No Rio de janeiro, líderes de movimentos disseram que a Reforma Trabalhista não gerou criação de empregos como prometia o governo Temer. As mudanças na legislação trabalhista acabaram fragilizando o vínculo empregatício, criticaram os manifestantes. O ato no Rio de Janeiro aconteceu na Praça XV, no centro da cidade.

Em Maceió, no ato convocado pelas centrais sindicais e frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, trabalhadores marcharam pela liberdade de Lula e contra a perda de direitos.

O que marcou a manifestação nacional também foi a unidade das centrais sindicais. Em São Paulo, participaram as sete centrais sindicais, além da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Intersindical.

Com informações portal O Povo Online