3 de outubro de 2015

Deputado André Figueiredo assume o Ministério das Comunicações

O deputado cearense André Figueiredo (PDT), líder do partido na Câmara, é o novo titular do Ministério das Comunicações. Ele assume a pasta no lugar de Ricardo Berzoini. A mudança foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff em ontem (02/10) em cerimônia no Palácio do Planalto.

Para o parlamentar, a reforma ministerial abre portas para reaproximação com o Governo. Ele afirma que seu partido quer ajudar Dilma a sair da crise, porque ela abriu espaço para o debate com eles. “Temos a certeza de que podemos buscar essa aproximação política, até porque o Brasil está longe do novo processo eleitoral”, comenta.

Em agosto, PDT e PTB anunciaram afastamento da base e posição “independente” no Congresso. Para evitar o desgaste político das medidas impopulares, eles votaram contra o ajuste fiscal do Governo. A justificativa foi que não concordavam com o arrocho e queriam ter voto livre.

Figueiredo destacou que a aliança do PDT é com o Governo que ajudou a eleger em 2014, não com o PT. “Já dissemos à presidente que teremos candidatura própria em 2018. Não vai ser um ministério que vai mudar nossa visão, inclusive no que diz respeito ao ajuste fiscal”, explica.

Com a saída do pedetista, o ex-prefeito de Ipueiras, Neném do Cazuza (Pros), assume cadeira na Câmara. Ele obteve 46 mil votos no Ceará nas eleições 2014. A liderança da PDT na Câmara passa a ser comandada pelo deputado federal Afonso Mota, do Rio Grande do Sul.

André Figueiredo se reúne com o antecessor Ricardo Berzoini na próxima segunda (05/10), para se informar sobre os projetos do Ministério das Comunicações. A princípio, ele se diz contra taxações de aplicativos e serviços online, como Whatsapp e Netflix. Cauteloso, Figueiredo ressalta a necessidade do diálogo e se recusa a detalhar os planos antes de conhecer a realidade atual da pasta. “Qualquer declaração neste momento pode ser precipitada”, recua.

“Ainda não tenho uma opinião formada. Mas sou contra taxar aplicativos. Não queremos trazer mais ônus à população”, argumenta. O posicionamento do cearense é o oposto do que pregava seu antecessor na pasta, Ricardo Berzoini, que queria regulamentar os serviços online.

Para Berzoini, agora titular da nova Secretaria-Geral do Governo, o tratamento deveria ser “equânime” aos meios de comunicações tradicionais (operadoras e canais de televisão), que arcavam com responsabilidades tributárias e, por isso, estavam em desvantagem.


Com informações O Povo Online

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