1 de maio de 2018

1º de maio terá atos unificados em todo o País


Data tradicionalmente marcada por passeatas e atos políticos realizados por sindicatos, o Dia do Trabalhador deste ano será unificado em muitas capitais do País, colocando lado a lado centrais sindicais que costumavam realizar atos separados no mesmo dia. As principais reivindicações que unem os movimentos são a revogação da reforma trabalhista e a libertação do ex-presidente Lula (PT), preso em abril.

Em Fortaleza, o grande ato ocorre às 15 horas, no Ginásio Poliesportivo da Parangaba, e é organizado por três centrais sindicais: a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e a Intersindical, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Emanuel Lima, secretário de comunicação da CUT Ceará, explica que houve uma reunião com todas as centrais, e foram essas que decidiram fazer o ato unidas. “Este ano é diferente dos outros. Isso tem acontecido nos últimos dois anos desde o golpe, o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), a pauta de retirada de direitos do Michel Temer (MDB), reforma trabalhista. As centrais sindicais que não tinham o diálogo têm se aproximado muito”, explica Emanuel.

Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, defende que este será “um 1º de maio extremamente politizado”. Segundo ele, o que tem unido as centrais em todo o País são os constantes “ataques à democracia”. Ele cita casos recentes como o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e a prisão de Lula. “As palavras de ‘Marielle vive’ e ‘Lula livre’ acontecem nessa aproximação”, analisa.

Luciano Simplício, presidente estadual da CTB, destaca a reforma trabalhista como forte unificadora dos movimentos. “Este é o primeiro 1º de maio que o trabalhador vai passar sub judice da reforma trabalhista, e o que nós temos visto? Mais desempregados, mais empregos informais, mais ambulantes e pedintes”, afirma.

Às 13 horas, os professores municipais de Fortaleza realizarão carreata, chamada de “carreata da greve”, que sairá da Praça 31 de Março, na Praia do Futuro, e deve percorrer principais vias da Cidade. A categoria briga por um piso salarial nacional e não aceita o reajuste de 2,95% concedido pela Prefeitura.

Nas principais capitais brasileiras, também haverá atos unificados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. Em algumas cidades, centrais farão atos unificados e separados. É o caso de São Paulo, em que a Força Sindical participará de ato conjunto e realizará, separadamente, tradicional festa com apresentações musicais.

Com informações portal O Povo Online