28 de outubro de 2014

Camilo virou em 37 cidades do Interior

O mapa do voto para governador do Ceará revela que, do primeiro para o segundo turno, o candidato eleito Camilo Santana (PT) conseguiu reviravoltas cruciais para a vitória. De acordo com levantamento do jornal O POVO, Camilo virou o jogo em 37 municípios do Interior. 

O efeito só não foi maior no resultado da eleição porque o adversário, Eunício Oliveira (PMDB), conseguiu elastecer a vantagem em Fortaleza e Região Metropolitana. Apesar de forte campanha contrária, o peemedebista passou de 47,3% para 57,2% na Capital. 

Das 37 cidades que “migraram” para Camilo, chama a atenção o caso de Quiterianópolis, na região dos Inhamuns, onde é forte a liderança do ex-vice-governador Domingos Filho. Foi lá onde Eunício atingiu sua maior votação no primeiro turno, 80,8% das preferências. No último domingo, porém, o peemedebista caiu para 47%. Já Camilo, que tinha apenas 18,7% por lá, chegou ao segundo turno com 53%.

Várias outras cidades lideradas por aliados do Governo Cid Gomes (Pros) haviam dado vitória a Eunício no primeiro turno. Tauá, também influenciada por Domingos, e Massapê, reduto do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (Pros), são exemplos de onde Camilo perdeu na primeira etapa do pleito. Em ambos os locais, a situação foi revertida.

O “freio” surgiu na RMF, região que havia sido apontada como prioritária pela campanha petista, mas onde Eunício conseguiu se manter firme. O único local da Região onde Camilo virou foi Cascavel, e por apertada diferença: ficou com 50,5% no segundo turno, contra 49,5% de Eunício.

Questionado sobre a situação, um dos coordenadores da campanha de Eunício, João Melo, fez acusações contra o grupo cidista: “Não tivemos dimensão e estrutura pra nos confrontarmos com a estrutura do governo. Ele conseguiu atrair todos os municípios, de forma regular ou irregular”.

Na frente contrária, Nelson Martins (PT), membro da coordenação da campanha de Camilo, enumerou fatores que teriam pesado a favor da vitória: “Houve o fator psicológico por termos ficado na frente no primeiro turno, a ligação bem mais forte do nome do Camilo ao da presidente Dilma (Rousseff), e o trabalho mais direcionado e estratégico no segundo turno, nos lugares onde havíamos perdido. Nos municípios que o Camilo, Cid e Ciro (Gomes) visitaram, nós revertemos. E também houve um chamamento mais forte às lideranças do Interior”.

Com informações O Povo Online