28 de outubro de 2014

OAB repudia preconceito contra nordestinos após vitória de Dilma

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) repudiou ontem a onda de manifestações de discriminação contra nordestinos nas redes sociais, após a confirmação da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Depois da vitória, diversas mensagens preconceituosas e racistas proliferaram nas redes sociais.

A OAB afirmou que “repudia veemente essas manifestações, contrárias ao conceito exposto na Carta Maior da construção de uma sociedade justa, solidária e fraterna”

”O Brasil é uma nação plural, tolerante e respeitosa. Essas manifestações preconceituosas contra nordestinos advêm de uma minoria e merece ser repudiada pela sociedade brasileira”, afirmou o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. 

A OAB também pediu para que o cidadão que se sinta ofendido ou que testemunhe atos de preconceito denuncie ao Ministério Público Federal.

Foram os eleitores dos nove estados do Nordeste e Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do País, que garantiram a reeleição de Dilma com o apertado placar de 51,6% dos votos válidos contra 48,4% do senador mineiro Aécio Neves (PSDB).

Entre os eleitores nordestinos, Dilma teve quase 72% dos votos válidos, um desempenho um pouco abaixo do conquistado por Lula em 2006, quando foi reeleito com 77% dos votos nordestinos. Tamanha liderança regional compensou o desempenho inferior de Dilma nas três regiões vencidas por Aécio: Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

No segundo maior Estado em número de eleitores, 10,7% do total, Dilma derrotou o mineiro Aécio por 52,4% a 47,6%. Embora em menor grau que o Nordeste, Minas também foi fundamental para o triunfo da presidente.

Em sua conta no Twitter, o humorista Hélio de la Peña criticou as ofensas aos nordestinos: “Não adianta chorar. Democracia é isso. Está na hora de a oposição aprender a fazer oposição. Tenho vergonha do que leio sobre os nordestinos”.

Segundo o diretor-presidente da ONG SaferNet Brasil, Thiago Tavares, as páginas na Internet e nas redes sociais que têm violações aos direitos humanos serão investigadas e seus autores poderão ser punidos. Tavares explica que, assim como quem cria, quem compartilha um conteúdo de ódio e preconceito também pode ser responsabilizado criminalmente.


Com informações O Povo Online