20 de agosto de 2014

Beto Albuquerque será o vice de Marina

Uma semana após o acidente que provocou a morte do ex-governador Eduardo Campos, o PSB oficializa hoje, em Brasília, Marina Silva como candidata à Presidência da República.

Ao lado de Marina Silva estará o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS). O nome do novo candidato a vice-presidente foi definido ontem (19/08) e acatado pela Rede Sustentabilidade, grupo de Marina que tenta se viabilizar como partido. 

Líder do PSB na Câmara, ele era um dos aliados mais próximos de Eduardo Campos. Filiado histórico da sigla, Albuquerque trabalhou desde o início na construção da candidatura do pernambucano.

O PSB de Pernambuco, que defendia a indicação do deputado Danilo Cabral, aceitou a indicação de Albuquerque ontem, após reuniões com o presidente nacional do partido, Roberto Amaral.

Entre os cotados para vice da ex-senadora estava também a viúva de Campos, Renata, que rejeitou a ideia. Para o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, ela era a “candidatura dos sonhos” para o posto, mas recusou para se dedicar aos filhos e à candidatura de Paulo Câmara (PSB) ao governo de Pernambuco.

Com a decisão, Albuquerque vai renunciar à candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Ele estava em terceiro nas pesquisas. “Aprendi com Eduardo que não se deve deixar nada pela metade. Vamos concluir este projeto”, disse Albuquerque, que foi chamado na noite de segunda-feira (18) para ir ao Recife para receber a “bênção” de Renata.

Ao ser confirmada candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina receberá um documento contendo todos os compromissos políticos e financeiros firmados por Eduardo Campos. Durante as negociações eleitorais, ainda no papel de vice, ela ficou à margem de todo o processo, tendo agora o desafio de acolhê-los. Precisará, por exemplo, atender às demandas dos partidos que compõem sua coligação: PPS, PPL, PSL, PRP e PHS. São eles que irão referendar sua candidatura ao Planalto.

Pendências também existem em vários estados onde o PSB terá candidato ao Governo. É o caso do Ceará, que tem como postulante a deputada estadual Eliane Novais. Ela trocou sua reeleição à Assembleia dada como certa pelo desafio de garantir um palanque local para Eduardo Campos. Em contrapartida, o diretório nacional do partido teria que financiar toda sua campanha.

Com informações O Povo Online