1 de agosto de 2014

Eunício e Tasso inauguram comitê sem menção a candidatos a presidente

Tasso cumprimenta Eunicio. Tucano usava adesivo da campanha de Aécio, colocado após a chegada (Foto: Tatiana Fortes)
Inauguração do comitê foi marcada por “esquecimento” da disputa nacional nos discursos e materiais de campanha, com poucos adesivos e faixas de apoio a qualquer candidato a presidente. Em entrevista assim que chegou ao evento, Eunício reafirmou defesa da candidatura de Dilma Rousseff (PT). Logo depois, no entanto, discursou por quase vinte minutos sem mencionar a petista ou Aécio Neves (PSDB). 

Fato praticamente inédito nestas eleições, até Tasso Jereissati (PSDB) chegou ao evento sem qualquer adereço em alusão ao presidenciável tucano. Só pouco antes de seu discurso que o ex-senador foi “carimbado” com um adesivo de Aécio. Diferentemente de outros eventos, onde predominaram críticas ao Governo Federal, discurso de Tasso centrou críticas à gestão Cid Gomes (Pros), principalmente na área da segurança.

A ausência de menções ao presidenciável tucano foi outro fato que chamou a atenção na inauguração. Na última segunda-feira, evento de adesão de prefeitos no comitê de Eunício foi marcado por intensa divulgação de material de campanha de Aécio.

Assim que chegaram ao evento, tanto Eunício quanto Tasso foram rápidos em rejeitar comentários sobre críticas que receberam de Ciro Gomes. “Eu firmei o compromisso de só falar com o povo, sem xingar ninguém. (...) é um compromisso de princípios, pois acho que o povo não merece baixaria”, disse Tasso ao jornal O POVO.

Única resposta mais contundente veio do candidato a vice da chapa, Roberto Pessoa (PR). “Não vou comentar. Não discuto com drogado”, atacou, classificando Ciro como biruta do aeroporto de Camocim (“porque é o que tem mais vento”, explica).

Na última terça-feira, na inauguração do comitê de Camilo Santana, o irmão de Cid Gomes teceu pesadas críticas ao candidato do PMDB, a quem chamou de “aventureiro, lambaceiro e mentiroso”. Além disso, Ciro ainda acusou o ex-aliado de ter enriquecido através de “contratos malversados” com a Petrobras.

Apesar de não comentar as acusações, Eunício não poupou críticas à gestão da saúde do Estado - que hoje tem o próprio Ciro como secretário. “Temos a segunda pior saúde do Nordeste, só não somos piores que a Paraíba. (...) E esse governo, o que fizeram? Botaram gente que não entende de Saúde para cuidar dela”.

“Quem quiser xingar, que xingue. Nós vamos andar nas ruas e falar com as pessoas”, disse Eunício.

Com informações O Povo Online